terça-feira, fevereiro 20, 2007

Nome de música

É engraçado que, a gente vai lendo, e cria a teoria do entendimento. Simultâneamente.
Porém, as linhas passam e a gente se enxe de contraponto.
É uma loucura, muito, mas muito densa.
Um buraco negro.

Trinta e poucos

Ela disse também que nem era obrigada a entender tudo mastigado.
Que chorar três vezes, sem saber porquê, já era o suficiente.

PS:

Na verdade, acontece que a gente se esquece e volta a se afogar em si mesmo.
Se afoga no apelo auto-biográfico.
Ela disse que, não 'guentava ver o filme novamente. Aquele tipo de tiro no pé.
Aquilo dava vazio no coração.
E, desavisava-nos sobre o lado utópico da coisa.
Daquela idéia de mudar o mundo dentro, de casa.
Trabalhando em casa.
Isso não deve existir.

Garoto-Esfíncter

Que barriga grande, de curva. Desquebrante demais da conta. De dar vontade de falar mal.
Um mal de século, coisa de nêgo mau.
Me endiabro de não lhe entender, de querer e não conseguir ser como aquela escritora que falou denso.
Ou aquela que falou, maria-homem como só de cabelos curtos, e não daquele jeito meio Marisa Monte.
Que afirmou sua originalidade da forma mais sensacional, já nos ensinada.
Putismo de primeiro grau.É onda. É parisismo. O bem do nosso século.
Falar de si mesmo, achar isso bonito, pular essa e achar mais bonito ainda.
Imagina você sendo entrevistado? Que lindo. Falar de você mesmo.
Sorrir e achar sua excentricidade um máximo.
Se pula.
Pula-se. Escolhe.
Ele, de nome grande, alemão-meio, nome de touro da Disney.
Corno manso, desajeitado. Falável. Nem quer saber da vida. E muito menos da flexibilidade dela.
Agora, ela, de roupas até agradáveis, de boca esporrante, quer mesmo é do outro.
Do minino de ouro.
Quer o mundo, faz marmita por esse mundo. Só pra ele.
Ele, bem longe do mundo e da Linha Amarela.

Concursado

"Eu não sei o que é pior: um atrivído demais ou um sônso demais."

Caroço

O que é uma balada?

Pseudônimos

Se eu nomeasse ao invés de pronomiar, talvez as situações não parecessem tão iguais.

Independent-George

Eu aprendi a não querer ser rude. Por mais que eu seja, de vez em sempre.
Mas, eu bem seria se cuspisse em sua cara que não quero esse mundo dela.
Seria um colapso de dois mundos.
Os recém-pré-adultos geralmente correm disso.

domingo, fevereiro 18, 2007

Freddie goes to

A gente acha que o fim é esse tipo de coisa, que se acaba num plim de olhos.
Mas não. Isso nem deve existir.
Sei mesmo é da existência dessa coisa interminável.
Não é como nos filmes. Ou novelas.
Quando as garotas dizem "Ai que alívio!".

Alforria

É meio engraçado. O corpo fica desligado da alma amassada nessa bolinha densa no centro do peito.
Enquanto os braços chacoalham com a música, um mundo cheio de certeza cai aqui dentro.

Agora ela está "volto logo".
É meio terrível.

Bitous

"And in her eyes you see nothing,
No sign of love behind the tears
Cried for no one
A love that should have lasted years."

sábado, fevereiro 17, 2007

Fraquismo

O ar flertou aquele dia, o primeiro. O a vista.
Ela sentou-se na minha frente, com uma camisa torta do Che.
E respondeu a primeira pergunta sobre História.

A partir desse dia, desenhei em troca de atenção.

Disquetes velhos

Aquele professor de trejeitos homossexuais poderia me dizer. Ele é quase um Clô.
Daqueles gays inteligentes, sabe?
Um cara ergonomicamente elegante.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Deodorant bodyspray

Parece que, a gente se fadou.
No sentido de estar fadado.
A gente acorda e não pode sequer viver sem sentir culpa.
No sentido de viver mesmo. O não-morto.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Dígrafo

Cafajeste, s.m. Mau-caráter; canalha. ca.fa.jes.te.

Mau, adj. Nocivo; ruim; imperfeito; funesto; perverso; travesso. mau.

Caráter, s.m. Índole, firmeza de vontade, personalidade. ca.rá.ter.

Índole, s.f. Propensão natural; tendência especial; caráter; personalidade. ín.do.le.

Canalha, adj. Pessoa ruim, sem-vergonha. ca.na.lha.

Covardia

Graças a Deus, estou me cansando dela.
dela. Não Dela.
Dessa eu sou, tenho semi-ódio.

De pedreiro para pedreiro

_ Então, nós levaremos uma piscina, do tipo "mil-litros", e ficaremos semi-nuas.
_ Pó me chamá que eu vô, E nado crawl!
Eu nado é crawl!
Eu nado e crawl!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Perfil de orkut

"Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu não te dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz."
VII

Carvalho era um jovem, um pós-puberdade, um forçado.
Um desenvolvimento inquieto.
Travado.
Mas, passado pra frente.
Uma escola-plural de experiências.

Deixa o garoto dormir.
VI

Descabível mesmo. Desconjuntado.
Ele estava realmente flácido. Da vida.
Sabe, o insaudável?

Pois então. 3:04 am.

Ele abriu aquele bloco de notas, daqueles de não-verdade.
Cheio de citações, aforismos, aforismas. O que for.
Um tanto disso, daquelas mini-verdades.
Do tipo, daquele muro.

"Trabalhe menos, trepe mais."

Dorme. Dorme. Pêlamordedeus.

Re-dormiu.
V

Dilatou.
Já era o mais-noite. Aquilo era barriga?
Não, era só umbigo.
Mais um dia com seu umbigo. Que noite.
Que des-jejum, que maré.

Que presunção. Que pretensão. Que maldita vida, adjetivada.

Não tem nem meio. Só ponta. As duas pontas.
Uma gangorra de emoções e des/prazeres. Mas, e aí.
Onde estava o aí. O daí?

As coisas estavam frenéticas. Um diabo de nheco-nheco ali. Aqui do lado.
Uma linha cruzada. Um cala-boca-porra travado na garganta.
Carvalho nem sentia mais seu primeiro nome. Enquanto aquelas janelas piscavam enlouquecidamentes, o som tocava aquela canção velha sem sincronia.

E, não era um sofrimento. Era uma coisa mal-feita mesmo.

Descobrir o sofrimento naquele palheiro era incrivelmente impossível.
IV

Estava cego.
Andava pelas ruas mecanicamente sem ver os transeuntes, nem lojas, nem carro.
Apenas seguia o caminho já gravado em sua mente.
Andava como um animal treinado, perdido em seus pensamentos.
Até que por fim foi dispertado, por uma velha jogada na calçada.
Era uma senhora que aparentava uns quarenta anos, sentada preguiçosamente no chão e com roupas rasgadas segurando uma caixinhas de moedas em uma das mãos.
- Por favor moço, não teria uma moeda de dez centavos para ajudar uma velhinha?

''Há ajudar você? Por que não levanta e vai trabalhar? Tão cômodo assim ficar jogado no chão não é mesmo?'' - Pensou Carvalho sentindo uma certa repugnância daquela cena.

Com tamanha má vontade resolveu puxar uma moeda aleatoriamente de seu bolso. Era uma moeda de cinquenta centavos. Será que aquela velha teria troco?
Jogou a moeda e foi embora.

Já tinha esquecido a velha e o Diabo quando chegou finalmente em seu destino.
Sua casa.
Mais um dia miserável e desperdiçado.
Ao entrar pela sala, não viu uma alma viva. Nem o seu gato Bola de Neve veio recepciona-lo, mas isso já era de costume.

''Aquele gato miserável não faz nada só come e dorme... e mesmo se a gente morre de chama-lo ele te ignora complemente. Acho que é por isso que gosto dele. Tem uma personalidade forte.''

Mesmo sabendo que era em vão, tentou chama-lo. Mas não obteve nenhuma resposta.
Caminhou pela casa, parecia que estava deserta.
Finalmente chegou em seu santuário, o seu próprio quarto.
Ficava no segundo andar no final de um longo corredor, a ultima porta.
Entrou. Se jogou na cama.
Adormeceu.
III

Duas vezes.
Aquilo tudo fazia-o pensar duas longas vezes.
Indo e voltando, em sua consciência. Em sua lógica.
E, por quê não, em sua ética.
Mas, aquilo tudo nada tinha a ver com a ética.
Era só uma deixa para voltar a se infiltrar nele mesmo. No si.
Sim! Ele pensou que poderia ser gay, mas isso lhe caiu. A ficha daquilo tudo.
Tudo é uma mentira. Nada é tão melodramático.
Ou melhor, as coisas podem ser no máximo melodramáticas.

Pelo menos, na cabeça daquele garoto no mínimo egocêntrico. No mínimo humano.
Não era nada mesmo.
Uma mulher. Dois belos peitos.
Peitos!
Entendeu? Entendi.
Desconversou.
Na verdade meio que angustiava, pouco. Mas, angustiava.
A desação é uma coisa meio sufocante, e bem era, na maior das formas - repetida.
Tropeçou.
Re-pensou.
Havia sido um tropeção bem desconcertante. Daqueles que por um triz não soam tão ridículos.
Re-concertou-o.
Re-voltou a seus pensamentos, sobre peitos e tangentes.
Cantarolando aquela coisa toda que ele inventa para mostrar que cantarola.
Ele sentou. Ela sentou. Ela até puxou assunto. Ele saiu.
Pê-Ésse: Ela cruzou as pernas.
Pois bem. Deveria ser um sinal, por mais que nem acreditasse neles.
Então não era. É só, de novo, aquela contínua enganação.
Uma mente dita, desdita e desnorteada pela simples coisa mais mais. A vida.
Aquele culto de personalidade deve ser o cuzinho disso tudo.
O cu. o caralho.
Aquilo que não deveria estar ali.
O palavrão usado no momento menos conveniente.
Tinha que chegar. Do tipo que gritam quando está no banho.

Literatura de espasmo

II

Não conseguia despregar um dos olhos da pag 56 e o outro no diabo que acabou de cair do céu.

Fingia, compenetrado de olho nas letras embaralhadas, não nota-la.

''Com tantos bancos nessa praça por que justo nesse? Será que sou eu? Quer conversar? Por que não para de cantarolar? Há até que rimou...''

Por fim rendendo-se, fechou o seu precioso Mário Puzo e simulou apreciar a paisagem .
Mas tudo que ele conseguiu apreciar foram os decotes reluzentes. Com certeza isso era obra do diabo.
- Então , você parece ser inteligente lendo esse livro. Eu nunca que tenho paciência para ler livros assim.- disse a garota com um grande sorriso branco em sua face!

"Logo vi, essa mine blusa vermelha e esse sinto em forma de 'saia Jeans', já haviam me contado. E essa sandalha vermelha com as unhas de cor escarlate combinando? É uma vadia mesmo. Estou sendo preconceituoso novamente, quando vou aprender?"

E com um sorriso semi-sacana respondeu:
- Nada!! Só o faço para passar o tempo, gosto de ficar lendo e distraindo, sair um pouco de casa...- Quem ele quer enganar? Desde que sentou no banco não virou uma folha se quer da obra.
-Unh... qual seu nome? Chamo-me Carla, prazer.- Disse ela com um sorriso maior do que seu próprio rosto e cruzando as pernas, fazendo com que os presentes no recinto a olhem com um interesse crescente.
-Ah claro, meu nome é Carvalho. Prazer.- Respondeu tentando evitar olhar o singelo movimento.
Carla parecia se divertir com toda aquela atenção e mais ainda com as afeiçoes constrangidas do jovem rapaz.
Seria o demônio mais uma vez brincando com o instinto masculino? E Deus onde estava para defender a ingenuidade do garoto.
Com certeza ria em seu trono.
Trocaram mais algumas palavras e Carvalho logo deu um jeito de se retirar.

''Por que estou saindo? Meu objetivo principal em ficar na praça ''lendo'' não era encontrar alguém interessante? Pois bem esta lá... então volte para o banco e abundi-se ''

Mas suas pernas não obedeciam e logo Carvalho já estava longe vagando pelas ruas sem rumo. Mais uma vez.

Lembrete

Se não fossem os dramas, eu estaria morto.

130

Não deu pra suportar.
Eu fui lá e botei qualquer hora no relógio, como se estivesse muito desregulado.

Aguileño

Que boca de lata. Nariz de águia.
Salazar jurou-te. Você sabe, agora ele está jurado. Vulgo você. O ele.
Um bocado, mucado, de calças na mão.
Ele realmente nem quer falar nisso. Ele quer saber da sua condição.
Ele quer saber das suas coisas, do que lhe causa vertigem.
Ele quer saber o caminho certo para te vigiar.

Viu?

A gente fala muito de porquês.
Mas depois se desfaz deles, como se fosse estilo.

Rascunho

Sim, eu continuo te odiando.

Amassa, amassa.

Sam

"Os carecas, os carecas são caras com cabelo, mas sem-cabelo no lugar.
Como se fizesse parte mais ainda da cara."

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Adão

E suas seis mulheres.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Amaziado;

Amigado;
Amancebado.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Clô

"Não houve aplausos. Acho o Plenário mal-educado."

Péin

Parece que, se tiver algo em inglês, os comentários são instantâneos.

Por favor!

Reset!

Ergonomia do hífen

Repare só. Que azarismo, que desdenho, que des-sabimento.
Comprimenta. Abre semi-sorriso.
Falta alguma coisa, sei-lá-naturalidade.
Até porque sempre tem a irmã.

Elas nascem nos corredores, enquanto colocamos o primeiro pé na casa.
Então, tem o mínimo momento de decisão. O momento do preconceito.
O momento em que se mede uma réplica da cabeça aos pés.
Eu extendi a mão, com aquela distância-mantenha.
Ela foi e deu a face.
E eu, nem para bater.
Nem para nada. O vento. O ar o fez.
Eu já nem estava mais lá.
Reparei já rindo e abracei da maneira mais torta e retardada possível.
No sentido de, atrasado.
Minto.

domingo, fevereiro 04, 2007

Detalhe

Se ele não o tivesse, talvez eu nem teria notado.
O dia está realmente lindo.

O exato

"E agora, formulei a mim mesmo a pergunta: eu a amo? E ,mais uma vez, não soube responder, ou melhor, pela centésima vez respondi que a odiava. Sim, ela me era odiosa. Havia momentos (mais precisamente, sempre que uma conversa nossa chegava ao fim) em que eu teria dado metade da minha vida para poder estrangulá-la!"

Conhecimentos gerais

_ O mundo vai acabar.
_ O mundo vai acabar.
_ Pasmem, o mundo vai acabar.
_ O mundo vai acabar!?
_ Éé. Passou até no Fantástico.

Subjuntivo

Eu falo em suas costas como se fosse meu chefe.
Como se todo o perigo fosse realmente excitante.
Como se nossos julgamentos fossem autônomos.

Relógio-do-Sol

O perigoso disso tudo, é que não se tiram grandes conclusões.
Muito menos morais-de-estória.

Padre de los burros

ROCK, s.m. (termo inglês) Forma abreviada de rock-and-roll, dança bastante movimentada, de origem norte-americana.

Sobre pedra

Um castelo de tudo capaz de ferir mãos.
Um roça-roça. Roçar.
De pernas.
E, nenhum pingo de respeito.
Ela te ama. Isso é lindo.
Você só a deseja. Isto é outra história.

Pau

A gente quer mesmo que o mundo cometa um des-erro.
Que ele caia em nossas costas, leve como só o ar.
Que eu.
Que tu.
Que ele bote "A Night At The Opera" para tocar.
Pedra.

Lentes frágeis

É injusto, adjetivar as coisas. Sempre acaba sendo.

Mambaia

Seja como for, a gente acaba rindo nos finais de frases.
Como se estivéssemos blefando no truco.

Nós, por acaso, somos casados?

Você é o meu alicate.
Minha bendita maldição.
Estou realmente de saco cheio de você. Daquele jeito que, sempre ao tocar nesse assunto, solta-se um ou dois palavrões espontâneos.
Eu quero amar meu sertão.
Tenho a sua licença?

De-Leite


A gente se percebe tenso quando as cabeças dos dedos passam a doer.

Código de barras

_ Bom dia, querida professora.
_ Bom dia, eletricista.

Meu pai artilheiro

Eu queria vê-lo, de novo, fazendo peripécias na pequena área.
Cabeceando agachado. Meio-embecicletando.
A minha satisfação era ouvi-lo gritando.

"Segundo pau!"

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Plim de viola

O filme ficou bom, e a testa já estava franzida.
Porque virou drama.
E é pra isso que todos eles servem. Só pra isso.
Pra gente quase desesperar, num milésimo de segundo.

Mais fácil

Tudo fica mais difícil, quando só se pensa em chupação de peito e pé.

Muro

"trabalhe menos, trepe mais."

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Títulos de capitalização

Eu, não me expressei da melhor forma.

Incoerentismo

Como há pós-gozo, se estamos vivos?

"Diadorim é a minha neblina"

Conversar com ela dá num fim tão arrependido e amargo.
Aquela coisa pós-gozo, que lhe falei.
Da mesma forma.

Quê que eu vou dizer lá em casa?

A gente era, éramos. Um trio.
Uma foi fazer Letras.
A outra, ah.
É. A outra também.


Parabéns.


Ah.

!.

Espera

Olha só, o quanto de tempo já deve ter ido .
Só nesse bendito e frenético F5.

"Você sabe dirigir, né-felipe?"

Eu venho lá do sertão. E posso não lhe agradar.

sábado, janeiro 27, 2007

Come with meeee

Agora, arrepiou tanto, que eu até juntei as duas pernas, como um nó-paulista.

the killers-bones

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Des-criatividade

Sabe o que lhe aconteceu?
Morreu. Re-nasceu. Compreendeu.
Ah.

Nunca é daquele jeito que a gente imagina no ônibus.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Céquiçô!

Ela falou sobre pornô-chanchada sem perder a elegância.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Mocrene está aí

O conhecimento podia ser uma coisa mais irresponsável.

Vara-de-cutucá

Moloko Vellocet diz:
claro, a gente se adora.
Moloko Vellocet diz:
adora o que a gente escreve.. mesmo que depois não... ou talvez na hora também não... mas, alguma hora você vai gostar. por isso que fazemos.

19/06/2006

terça-feira, janeiro 23, 2007

Chucrrrute

Helga era só uma puta belga, alemã. Branquela como o queijo.
Rosa nas extremidades, onde seu corpo já nem cabia mais de exuberância.
Ela bem poderia ser uma engenheira daquelas.
Se não fossem aqueles pés. De amassar passas.

Até a recaída

Falaste dela, sim.
Odiara a bendita.
Tudo porque, por causa de uma fofoca.
A sagrada fofoca, minha amada.
Eu até aceitaria amá-la. Ainda.
Mas, ela não é tão presente quanto.
Ela é, se faz de-sempre.
Ela finge que me paga, e eu finjo que jógo.

A gente foi lá e o-fez

Dá vontade de tocar tudo, mas tudo, nele.
Até os dedos criarem aquela cabeça-cascuda, fosca.
Com gosto de metal.

Uai

Da forma mais particular possível, com um toque de pimenta.
Essa coisa toda cheira bem, soa bem, até só quer o bem.
Mas, não tem aquela coisa. Aquele tesão. Aquela suadeira.
Aquele negócio, você entende?
Aquela coisa toda.
Arroz. Feijão. Macarrão. Moranga. E farofa.

Criado-e-mudo

Eu admito que bem queria tomar as rédeas do processo criativo.
Eu e minha capacidade de não fazer nada, e de achar muito. Escondido.
Mas, bem que foi e me derreteu.
Era como se aquele meu amigo realmente escutasse Black Sabbath no escuro.

sábado, janeiro 20, 2007

Coincidência

"Olha, minha filha, o pinheiro de natal!"

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Pé na porta e soco na cara

"(...)eu quero te ler!"

Galochismo

Eu não consigo lhe devolver com palavras tudo isso. Juro.
A gente podia ser mais, como dizem mesmo? Zên.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Quantas vidas mesmo?

"Sorte de hoje:
Há uma carta ou mensagem alegre chegando para você."

sábado, janeiro 13, 2007

Palavras retrucadas

Sunday, April 30, 2006

Atrevimento

O menino pode achar que é ateu, mas não olha nos olhos da imagem.
Deus o livre!

Esses sagrados cheios de "não me toques".
Fazem-nos acreditar no limbo e no inferno.
Diabos.

A pequena garota saltitou e murmurou:
"Pixe o Cristo!"

Amar pecando ou pecar amando?
Pixou.

Amargo

Engraçado que, havia tanta panela suja.
Pasmem.
Estávamos vestidos de metal.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Em busca de pano

" Não deixamos de ser índios. Ninguém vira americano por vestir jeans. "

Deja vu

Esse pouquimento de caractér.
É engraçado que, sempre que eu vejo aquela prima minha, eu nem me escorro.
Só sinto a presença e a pré-palavra. E, está feito.

Se bem que.

Mínto. Também, mas não só.

2-D

Faltou musicalidade, e paixão.
Confundida com tesão.
Nem em sonho. Só se for em sonho.
Soa mais nobre assim.
Mais do jeito que a gente se aprendeu, com toda essa moral de história pagã.
Sabe, que.

É meio desconfortável.
Não estamos falando de relacionamentos, aliás.

Furacos

Até aquela boa velha manca, de sobrancelhas de mentira, disse que as coisas melhoraram.
Até o remédio vai ser aquele.

Máquina-de-lavar-roupas

Uma fuckin´ vista grossa.
E, eu me liberto dessas de sorrisos. Des-sorrisos.
Que morram com suas caras enrrugadas.

Atalho

Essa coisa inacabada me começa.
Me surpreende, e me faz pensar cada vez menos em átonos.
No átono disso tudo.
Em que preferência.

Jambo

Não. Não vou falar de pecado.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Série-Paralelo

A chuva não pára. Ninguém sôa. Ninguém pula demais. Ninguém corre ou anda rápido pra doer os tornozelos.

Nem precisa.

Mas, precisa.

Do banho.

Pra se lavar da gente mesmo.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Eu ´taco fogo!

Eu vivi ali também.
Num mundo que chove, como uma floresta tropical.
Chove e des-chove.
Tudo.
Sementes de sentimento.
Tipo um parque.
Tipo um Éden, com lagos de águas turvas.

domingo, dezembro 31, 2006

Hey!

Deixa o homem comemorar.

domingo, dezembro 24, 2006

Literatura de espasmo

I

Caiu de novo. Aquele pingo, no toco do nariz.
Não deve existir tédio e esse tipo de coisa mesmo. Cabeça vazia.
A cabeça, só estava latejando, em busca do que encher.
Sentou. Abriu o livro. Pensou nas pessoas que ele tentava enganar, naquele exato momento.
Um monte. De palavras e pontos e espaços em branco.
E era pra lá que ele olhava. Para o infinito do branco.
O branco repetitivo, dum repetitismo nada acadêmico de Letras.
Tudo poderia ter alcançado esse nível de abstração de umbigo. A universalidade do umbigo.
A não ser pela garota que vinha de lá. 'mvinha.

"Não sente aqui. Não sente aqui. Sente aqui."
Pensou uma única vez. Dividida por três.
Sentou.

"Vai dizer que cigarro não dá pose?"
Antes fosse, emposeador. Se não fosse mais um pensamento encruzilhado. Do tipo, corrente de fuga.
O problema era outro.

O branco do livro, a garota e o diabo vestindo jeans.
No caso, ela era o diabo vestindo jeans. E, de sapatilha vermelha.
Era uma coisa. Uma mania. Reparar nos pés das pessoas.
Enfim.
Um olho no peixe, outro no. Diabos!
Não conseguia se concentrar naquela continuidade, tão linear. Não era com ele. Não é comigo.
Não era com ele.
_ Como chama o livro?
Era com ele. E só poderia ficar pior se, por acaso, ela notasse que não saira da página cinqüenta-e-seis.
Há 20 minutos.
_ É. O Siciliano. Mário Puzo.
Ele também não queria usar de rótulos para ter de explicar quem diabos era Mário Puzo.
Não. Não. Esse tipo de coisa é "Smoke on the water" demais.
Sucinto.
A sorte é que ela caiu em sua sucinteza.
E isto foi anti-paradigma.

O silêncio foi uma rasteira no ego, na verdade.
Ficou com a nuca daquele jeito. Tensa.
Ameaçou roer a unha. A unha maior, do dedo maior. Aquele de mandar as pessoas se fuderem.
Acalmou-se. Soltou um foda-se interior. Quase baixinho.
56.
Caiu de novo.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Caridade

Eu nem acredito que, a caneta realmente tinha cheiro.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Convênio

Eu não quis dizer relar. Eu quis dizer o que os outros queriam dizer. Relar.

Sociedade Anônima

Olha. Eu vou reler esse maldito texto novamente. E vou. Estou segurando apenas o primeiro dedo, o indicador, para trás.
Recomece a contar sua vida a partir de. Agoras.
Tinha um pêneu. Uma Brasília. Digo, uma Variant. Bonina.
Eu esqueci o outro nome para essa cor.
Eu lembrei.
Eu vivi. De novo.

Obrigado, do verbo forçado

Você me aparenta tão sagaz. Fugaz. Miliuma.
Bate tem vez, desbate, tem outras.
Eu disse diz-que-me-diz. Mas, é porque não se adjetiva tudo isso.
Porque, isso tudo é tão tão.
Submetido.
Falta um pouco de imprevisibilidade nisso tudo.
Na verdade, eu só quero lembrar de seu aniversário e voltar para meu mundinho.

Eu-se

Um relatório e menos uma chance para o egoísmo.

Fuckênroll

baby, ... please don´t say "be happy".
baby, ... please don´t say "be stronger".
say "fuck"!

ha!

"Era uma vez um rapaz que tinha boas notas no colégio, nunca pegava recuperação, estudava um ou dois dias antes das provas e assim mesmo se dava bem. Aí ele entrou pra faculdade e... bumm!! Uma reprovação ali, outra aqui, e o pobre bom aluno nunca mais foi o mesmo. Identificou-se com a história? É bem provável que sim..."

O Resistor.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Mulheres de vozes roucas

Agora ela roda a saia.
Ela faz pose. Faz bico.
Faz o diabo a quatro.
Agora ela está completamente convicta de si.
E nem precisa mais daquela tal boca.

domingo, dezembro 10, 2006

Ai

Como diabos os escritores disfarçam seus egos?

Tziu

Você pode até dizer que seu umbigo é maior, mais feio ou mais deformado.
Mas, você não vai dizer.
E, vai deixar de usar seu único argumento.

Zarabatana

Tinha um monte de papel amassado, vermelho.
Um cd do The Cure.
E nem era Uma e uma.
Quero dizer, não perguntei pra ninguém.

Plim

Uai. Acabou-se? Escafedeu-se?
Vamos dar uma chance para a sinceridade.
Uma única chance para aquela maldita pré-disposição.

Você não gosta de joguinhos para computador.
Você não gosta de defender no futebol.
Você não quer da sua vida um monte de números.
Você não quer viver o futuro.
Ê, você, lamenta por seus amigos não vangloriarem tanto o passado quanto você.

Pow

eu amo seus priscillismos.e suas letras vermelhas.e suas letras da cor que forem.no dia que for.após uns ontens que foram.após cada amanhã revivido.sorrindo na minha imaginação.obrigado, pelo tudo e pelos todos.

"
no meu quarto você encontra:
oras....que pergunta!
"